PRIORIDADE FORMAÇÃO
ESCOLA DE TEOLOGIA PARA
AGENTES DE PASTORAL
1.
CONCEPÇÃO
DO CURSO DE TEOLOGIA
A partir das orientações educacionais
da Igreja, suas documentações normativas e diretivas, que orientam o ensino da
Teologia, atendendo às necessidades pastorais da Diocese de Amparo, suas
assertivas encontradas no 1º Plano
Diocesano de Pastoral no que se refere às ações pertinentes à Prioridade da
Formação – formulada no referido Plano da seguinte forma: Formação integral (bíblica, catequética, litúrgica, Doutrina Social da
Igreja) em vista da missão, às necessidades humano-religiosas-sociais e
culturais da sociedade, tendo como meta a criação de um novo espaço de estudos
diocesano: o Curso de Teologia para Leigos da Diocese de Amparo se propõe a ler
os conteúdos teológicos de forma sucinta, relacionando teoria e prática (fé e
vida), sendo um verdadeiro instrumental
diocesano de ensino. Este Curso quer colocar em diálogo a Fé e Razão que
“constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a
contemplação da verdade” (João Paulo II. Fides
et Ratio – Introdução).
Toda formação deste curso está voltada
para a promoção da cultura teológica e da integração do agente de pastoral nos
contextos plurais da sociedade. Nessa perspectiva, o curso assume a pastoral
como eixo integrador e norteador do pensar teológico. Tem como ponto de partida
a missão fundante: formar cristãos leigos engajados por meio do ensino,
prioritariamente, na ação pastoral nas paróquias, na perspectiva cristã-católica.
Essa orientação, alicerçada e desenvolvida a partir de um processo metodológico
de participação e responsabilidade colegiada do Bispo com o Presbitério de
Amparo, pressupõe um olhar de fé sobre a realidade.
Para tanto, faz-se necessário dialogar
com as ciências sociais que versam sobre a mesma. Como parte desse mesmo
processo e à luz da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério da Igreja,
elaborar juízos que iluminam a compreensão do dado de realidade sobretudo da
cidades que compõem nosso território diocesano. Tal referêncial pedagógico
procura seguir um modelo administrativo e pedagógico colegiado favorecendo a
corresponsabilidade e a participação coletiva. Para isso, é proposto espaço
colegiado em vários níveis: Bispo, padres, colegiado de curso, reuniões
pedagógicas, assembleia avaliativa. Trata-se de um processo dialético e
dialógico.
2.
OBJETIVO GERAL
Formar os leigos diocesanos
capacitando-os por meio de um suficiente conhecimento da ciência teológica para
o exercício eficaz da ação pastoral em nossa Igreja Diocesana, a fim de
participar de modo crítico-reflexivo e propositivo da sociedade e da comunidade
eclesial na linha do discipulado e da missão.
3.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
3.1.
Capacitar pessoas, principalmente os agentes de pastoral, para intervir nos
espaços sócio-eclesiais e culturais orientados, pela fé e sob a luz da
revelação cristã;
3.2.
Oferecer um curso com formação satisfatória mediante o estudo sistemático dos
diversos tratados da teologia católica, a partir do eixo integrador da
pastoral;
3.3.
Favorecer o acesso ao conhecimento adequado da teologia possibilitando a
integração entre fé e razão, reflexão e ação, competência teológica e
compromisso pastoral voltado para a dimensão social;
3.4
Motivar e impulsionar a vocação teológico-pastoral;
3.5
Educar para o diálogo cultural, ecumênico, inter-religioso, a comunicação, a
sensibilidade para com as questões ecológicas e da ética da vida.
4.
METODOLOGIA DO CURSO
O método teológico, enquanto
fundamento operativo, é interelacional, conjuga indução com dedução. Um esquema
normativo de operação interligado que produz resultados acumulativos e
progressivos. O discurso teológico põe
em ação uma pluralidade de instâncias que funcionam como pivôs sobre os quais a
Teologia se apóia – Sagrada Escritura, Fé, Igreja, senso dos fiéis, Tradição,
dogma, Magistério, prática eclesial, pluralidade teológica, Filosofia,
linguagens, racionalidade e outras ciências – onde a metodologia aparece
efetivamente como caminho, meio, forma de articulação desses elementos.
Sendo assim, a metodologia do curso de
Teologia procura atender a três níveis de profundidade crescente no processo de
formação teológica:
1)
Nível das técnicas – trata-se de apresentar e fazer com que o aluno
compreenda os recursos que usa a ciência teológica, ou seja, os meios e modos
para o exercício do pensar teológico. É o nível da pesquisa de material,
leitura e interpretação dos textos e da realidade, análise das questões
teológicas, organização do material, elaboração de ideias;
2)
Nível do método – trata-se da etapa da prática teológica. É o momento da
escuta da Palavra (Sagrada Escritura), sua interpretação, a recuperação da
Tradição da fé, o direcionamento para a prática;
3) Nível epistemológico – é o
momento da busca de sua fundamentação crítica e de sua justificação racional,
seu alcance e seus limites, enquanto ciência.
Portanto, a trilha metodológica é de,
a partir de uma consciência crítica da realidade, especialmente nos seus
contextos diocesanos fazer: a) a escuta da fé (auditus fidei) entrando em contato com a riqueza de conteúdo
relacionado à fé ao longo da história. Para tal empreendimento faz-se uso do
instrumental técnico e metodológico da Hermenêutica; b) a explicação da fé (intellectus fidei) momento especulativo
que busca explicar o conteúdo interno da fé; c) a atualização da fé (applicatio fidei), momento prático de
aplicação da fé à vida concreta, projeção luz e atitudes práticas para a
realidade.
Além
disso, na elaboração da grade se leva em conta os eixos:
o eixo teológico, contemplado
nas disciplinas da chamada área Sistemática ou Dogmática da reflexão teológica;
o eixo filosófico,
contemplado nas disciplinas da área da Teologia Fundamental, onde se apresentam
as bases epistemológicas da ciência teológica e as linhas de pensamento
subjacentes às diferentes teologias;
o eixo metodológico, também
presente nas disciplinas da área da Fundamental e nas disciplinas introdutórias
a cada área, nas quais se explicitam os diferentes métodos e estratégias de
produção do conhecimento científico-teológico;
o eixo histórico, evidenciado
nas disciplinas das áreas da Patrologia e da História da Igreja, sempre
estudadas em conexão com a história civil e em vista da compreensão dos
diversos contextos culturais e históricos;
o eixo sócio-político,
visibilizado nas disciplinas das áreas da Moral e da Pastoral, que contemplam
análises sociológicas, culturais, econômicas e políticas como ponto de partida
para a reflexão teológica e para as propostas de ação nos campos da cidadania,
da ética, do respeito à vida e nas relações institucionais;
o eixo lingüístico,
considerado nas disciplinas das áreas da Bíblia e da Liturgia e Sacramentos,
estudadas segundo os métodos histórico-crítico e textual, entre outros, com
vistas à leitura e à interpretação dos textos sagrados e eclesiásticos e à
compreensão do círculo hermenêutico que gira entre a vida e a escritura;
o
eixo interdisciplinar, que percorre praticamente todas as disciplinas,
em seu diálogo com áreas de interface, como a psicologia, a antropologia, o
direito, a biologia etc.; a título de exemplo, ressaltam-se, entre outros, os
seguintes pares de diálogo: a) das disciplinas da área da Bíblia com a
lingüística; b) da antropologia teológica com a antropologia social, a
antropologia cultural e a psicologia; c) da bioética com o direito e as
ciências da saúde; d) da eclesiologia com a sociologia das instituições; e) das
disciplinas da área da Liturgia com a antropologia dos ritos e símbolos e com as
artes; f) das disciplinas da área da Moral com a ética; g) das disciplinas da
História da Igreja com a história em suas diversas eras; h) do direito canônico
com a pastoral e o direito civil
5. Avaliação da aprendizagem
A avaliação de aprendizagem deve estar
alinhada com a tendência de avaliação continuada valorizando critérios
qualitativos, com o seu papel de “feedback” claramente definido, conduzindo
para a melhoria do desempenho, ao longo do tempo, bem como para a orientação e
visualização dos pontos fortes e fracos dos cursistas e sistema de ensino.
6. Duração
Estima-se
que a duração ideal do curso seja de 2 anos e meio.
Baseado em www.sedac.org.br
Baseado em www.sedac.org.br