segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Curso

     PRIORIDADE FORMAÇÃO

ESCOLA DE TEOLOGIA PARA AGENTES DE PASTORAL

1.    CONCEPÇÃO DO CURSO DE TEOLOGIA

A partir das orientações educacionais da Igreja, suas documentações normativas e diretivas, que orientam o ensino da Teologia, atendendo às necessidades pastorais da Diocese de Amparo, suas assertivas encontradas no  1º Plano Diocesano de Pastoral no que se refere às ações pertinentes à Prioridade da Formação – formulada no referido Plano da seguinte forma: Formação integral (bíblica, catequética, litúrgica, Doutrina Social da Igreja) em vista da missão, às necessidades humano-religiosas-sociais e culturais da sociedade, tendo como meta a criação de um novo espaço de estudos diocesano: o Curso de Teologia para Leigos da Diocese de Amparo se propõe a ler os conteúdos teológicos de forma sucinta, relacionando teoria e prática (fé e vida), sendo um verdadeiro instrumental diocesano de ensino. Este Curso quer colocar em diálogo a Fé e Razão que “constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade” (João Paulo II. Fides et Ratio – Introdução).
Toda formação deste curso está voltada para a promoção da cultura teológica e da integração do agente de pastoral nos contextos plurais da sociedade. Nessa perspectiva, o curso assume a pastoral como eixo integrador e norteador do pensar teológico. Tem como ponto de partida a missão fundante: formar cristãos leigos engajados por meio do ensino, prioritariamente, na ação pastoral nas paróquias, na perspectiva cristã-católica. Essa orientação, alicerçada e desenvolvida a partir de um processo metodológico de participação e responsabilidade colegiada do Bispo com o Presbitério de Amparo, pressupõe um olhar de fé sobre a realidade.
Para tanto, faz-se necessário dialogar com as ciências sociais que versam sobre a mesma. Como parte desse mesmo processo e à luz da Sagrada Escritura, da Tradição e do Magistério da Igreja, elaborar juízos que iluminam a compreensão do dado de realidade sobretudo da cidades que compõem nosso território diocesano. Tal referêncial pedagógico procura seguir um modelo administrativo e pedagógico colegiado favorecendo a corresponsabilidade e a participação coletiva. Para isso, é proposto espaço colegiado em vários níveis: Bispo, padres, colegiado de curso, reuniões pedagógicas, assembleia avaliativa. Trata-se de um processo dialético e dialógico.


2. OBJETIVO GERAL

        Formar os leigos diocesanos capacitando-os por meio de um suficiente conhecimento da ciência teológica para o exercício eficaz da ação pastoral em nossa Igreja Diocesana, a fim de participar de modo crítico-reflexivo e propositivo da sociedade e da comunidade eclesial na linha do discipulado e da missão.

3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

3.1. Capacitar pessoas, principalmente os agentes de pastoral, para intervir nos espaços sócio-eclesiais e culturais orientados, pela fé e sob a luz da revelação cristã;
3.2. Oferecer um curso com formação satisfatória mediante o estudo sistemático dos diversos tratados da teologia católica, a partir do eixo integrador da pastoral;
3.3. Favorecer o acesso ao conhecimento adequado da teologia possibilitando a integração entre fé e razão, reflexão e ação, competência teológica e compromisso pastoral voltado para a dimensão social;
3.4 Motivar e impulsionar a vocação teológico-pastoral;
3.5 Educar para o diálogo cultural, ecumênico, inter-religioso, a comunicação, a sensibilidade para com as questões ecológicas e da ética da vida.

4. METODOLOGIA DO CURSO

O método teológico, enquanto fundamento operativo, é interelacional, conjuga indução com dedução. Um esquema normativo de operação interligado que produz resultados acumulativos e progressivos.  O discurso teológico põe em ação uma pluralidade de instâncias que funcionam como pivôs sobre os quais a Teologia se apóia – Sagrada Escritura, Fé, Igreja, senso dos fiéis, Tradição, dogma, Magistério, prática eclesial, pluralidade teológica, Filosofia, linguagens, racionalidade e outras ciências – onde a metodologia aparece efetivamente como caminho, meio, forma de articulação desses elementos.

Sendo assim, a metodologia do curso de Teologia procura atender a três níveis de profundidade crescente no processo de formação teológica:

1) Nível das técnicas – trata-se de apresentar e fazer com que o aluno compreenda os recursos que usa a ciência teológica, ou seja, os meios e modos para o exercício do pensar teológico. É o nível da pesquisa de material, leitura e interpretação dos textos e da realidade, análise das questões teológicas, organização do material, elaboração de ideias;
2) Nível do método – trata-se da etapa da prática teológica. É o momento da escuta da Palavra (Sagrada Escritura), sua interpretação, a recuperação da Tradição da fé, o direcionamento para a prática;
3) Nível epistemológico – é o momento da busca de sua fundamentação crítica e de sua justificação racional, seu alcance e seus limites, enquanto ciência.
Portanto, a trilha metodológica é de, a partir de uma consciência crítica da realidade, especialmente nos seus contextos diocesanos fazer: a) a escuta da fé (auditus fidei) entrando em contato com a riqueza de conteúdo relacionado à fé ao longo da história. Para tal empreendimento faz-se uso do instrumental técnico e metodológico da Hermenêutica; b) a explicação da fé (intellectus fidei) momento especulativo que busca explicar o conteúdo interno da fé; c) a atualização da fé (applicatio fidei), momento prático de aplicação da fé à vida concreta, projeção luz e atitudes práticas para a realidade.

Além disso, na elaboração da grade se leva em conta os eixos:

o eixo teológico, contemplado nas disciplinas da chamada área Sistemática ou Dogmática da reflexão teológica;
o eixo filosófico, contemplado nas disciplinas da área da Teologia Fundamental, onde se apresentam as bases epistemológicas da ciência teológica e as linhas de pensamento subjacentes às diferentes teologias;
o eixo metodológico, também presente nas disciplinas da área da Fundamental e nas disciplinas introdutórias a cada área, nas quais se explicitam os diferentes métodos e estratégias de produção do conhecimento científico-teológico;
o eixo histórico, evidenciado nas disciplinas das áreas da Patrologia e da História da Igreja, sempre estudadas em conexão com a história civil e em vista da compreensão dos diversos contextos culturais e históricos;
o eixo sócio-político, visibilizado nas disciplinas das áreas da Moral e da Pastoral, que contemplam análises sociológicas, culturais, econômicas e políticas como ponto de partida para a reflexão teológica e para as propostas de ação nos campos da cidadania, da ética, do respeito à vida e nas relações institucionais;
o eixo lingüístico, considerado nas disciplinas das áreas da Bíblia e da Liturgia e Sacramentos, estudadas segundo os métodos histórico-crítico e textual, entre outros, com vistas à leitura e à interpretação dos textos sagrados e eclesiásticos e à compreensão do círculo hermenêutico que gira entre a vida e a escritura;
o eixo interdisciplinar, que percorre praticamente todas as disciplinas, em seu diálogo com áreas de interface, como a psicologia, a antropologia, o direito, a biologia etc.; a título de exemplo, ressaltam-se, entre outros, os seguintes pares de diálogo: a) das disciplinas da área da Bíblia com a lingüística; b) da antropologia teológica com a antropologia social, a antropologia cultural e a psicologia; c) da bioética com o direito e as ciências da saúde; d) da eclesiologia com a sociologia das instituições; e) das disciplinas da área da Liturgia com a antropologia dos ritos e símbolos e com as artes; f) das disciplinas da área da Moral com a ética; g) das disciplinas da História da Igreja com a história em suas diversas eras; h) do direito canônico com a pastoral e o direito civil

5. Avaliação da aprendizagem

A avaliação de aprendizagem deve estar alinhada com a tendência de avaliação continuada valorizando critérios qualitativos, com o seu papel de “feedback” claramente definido, conduzindo para a melhoria do desempenho, ao longo do tempo, bem como para a orientação e visualização dos pontos fortes e fracos dos cursistas e sistema de ensino.

6. Duração


            Estima-se que a duração ideal do curso seja de 2 anos e meio.

Baseado em www.sedac.org.br